10 Ótimos Filmes Drag Para Se Engasgar Agora Que ‘Rupaul’s Drag Race’ Terminou

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Sim, você já sente falta do Drag Race. Quem não sente? E você já viu Paris is Burning dezenas de vezes no Netflix, porque você é uma pessoa com disposição e necessidade de O-P-U-L-Ê-N-C-I-A. Mas como um amante da cultura drag, você conseguiria assistir um ou mais dos filmes seguintes. Afinal, existe mais sobre a cultura drag do que apenas reality shows. No mundo da cultura drag celuloide há trabalhos sujos a serem feitos, intrusos heterossexuais estranhos, gravidez falsa, pontos a acertar da época do colégio — vocês sabem, todo o espectro da experiência humana. Só para satisfazer meu próprio fetiche pessoal de organização, esses filmes existem em duas categorias. Aqui vão elas:

1) Drag como performance, como trabalho, como hobby, como intrínseco à vida.

The Adventures of Priscilla, Queen of The Desert

Como são todos os aspirantes a guias de vida, essa comédia dramática australiana de drag queens iluminando o The Outback derruba To Wong Foo, Thanks For Everything, Julie Newmar. Chegou lá primeiro, e vestiu o seu melhor. É o Mad Max: Estrada da Fúria dos filmes que exibem uma dublagem de “Finally” de CeCe Peniston.

The Queen

Documentário pouco visto de 1968 retratando antigos artistas drag e no mínimo uma future mulher trans, competindo em um concurso julgado por, entre outros, Andy Warhol. Foi feita numa época em que quase tudo dele era ilegal, e ele serve ambas as lendárias Crystal LaBejia e International Chrysis. Invente um nome de drag melhor do que esses, por que você não faz isso? Não dá.

Torch Song Trilogy

Puro choro está no cardápio quando o ator gay pioneiro Harvey Fierstein sobe no palco para fazer o filme, junto com Anne Bancroft como sua mãe julgadora. É bastante pessimista, mas também prova que dublagem para sua vida é apenas o que você faz quando você não pode coaxar todo vívido como um sapo.

Wigstock: The Movie

Uma documentário concerto e Quem-É-Quem dos anos 90, incluindo The Lady Bunny, Lypsinka, RuPaul, Jackie Beat, Alexis Arquette, e o gênio da supreendentemente estranho da falecida Leigh Bowery. Assista maravilhado conforme Bowery “dá à luz” no palco. Seus sentidos nunca mais serão os mesmos.

Female Trouble/Pink Flamingos

Nenhum dos personagens de Divine estavam em “drag”. Elas eram simplesmente mulheres incríveis desempenhando atos incríveis de terrorismo cultural. Dessa forma, elas existem em um mundo delas próprias. Como uma introdução, assista esses dois filmes quantas vezes for preciso para decorar cada linha de diálogo (“Matem todos agora! Comam merda!”). Isso é obrigatório.

Outrageous!

Uma cápsula do tempo do final de 1970, essa comédia canadense segue uma drag queen/cabeleireira e sua colega de quarto que tem uma doença mental, conforme elas apoiam uma à outra. O trailer promete “um mundo que você nunca viu” e cumpre sua palavra nisso ao não te mostrar nada do filme.

2) Aquela vez em que enganei todos ao virar Uma Babá Quase Perfeita.

Some Like It Hot

Jack Lemmon e Tony Curtis se vestem como mulheres para escapar da multidão. E então conhecem Marilyn Monroe. Graças aos pênis heterossexuais, fica complicado. Um clássico.

Just One of The Guys

“EU SEREI UM REPÓRTER”, ela diz. “MAS VOCÊ É UMA GAROTA”, diz o homem horrível. “VOU COLOCAR MEIAS ENROLADAS POR DENTRO DA CALÇA E CORTAR MEU CABELO”, ela diz. Resultado: Melhor filme dos anos 80 e talvez de todos os tempos.

Tootsie

Dustin Hoffman, um ator sem trabalho, se veste totalmente de drag e faz um teste para o papel feminino principal de uma novela. Ele consegue o emprego. Então ele conhece Jessica Lange e a Síndrome de Some Like It Hot entra em cena.

Sylvia Scarlett

Katherine Hepburn é uma trapaceira fugitiva disfarçada como homem, conhece Cary Grant, e, bem, você já entendeu. Igualzinho à Barbra Streisand em Yentl, você não será convencido nem por um momento que alguém confundiria Hepburn com um homem.

Victor/Victoria
Julie Andrews estrela em declive como uma cantora que finge ser um homem que é uma drag queen. Entendeu? É o filme gay mais sofisticado, complicado, e totalmente realizado da identidade confusa/trapaça de gênero. Andrews quebrou o molde de Mary Poppins/Noviça Rebelde de uma vez por todas, aqui. Essencial.