15 Afro-Americanos Notáveis Que São Bissexuais Assumidos

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A lista de afro-americanos famosos que se acredita que eram bissexuais inclui Malcolm X, Jean-Michel Basquiat, James Baldwin, Josephine Baker, e a “Imperatriz do Blues” Bessie Smith.

Um número de afro-americanos notáveis ainda vivos fizeram alusão a sua bissexualidade apesar de eles não abraçarem publicamente o rótulo de bissexual. Por exemplo a escritora Alice Walker, que é citada com tendo dito que, “Eu sou curiosa. Eu sou aberta ao espírito de uma pessoa seja ela um homem ou uma mulher ou quem seja, isso não é o que é importante para mim. O que importa é o espírito.”

O rapper Frank Ocean em 2012 postou a história reveladora emocionante do relacionamento amoroso que ele teve com um homem, e depois respondeu em uma entrevista à pergunta, “Então você se considera bissexual?” em parte com, “…apenas pegue o que eu estou te dando. Você não tem que meter o nariz em algo além disso. Eu estou te dando o que eu sinto que você pode sentir. O resto, você não pode sentir. Você não pode sentir uma denominação. Você não pode sentir um rótulo.”

O ativista Dr. Ibrahim Farajajé se identificou como bissexual em alguns momentos mas de acordo com a biografia do LGBT Religious Archives Network, ele “prefere nenhum outro rótulo que não seja que ele é um ‘ser humano completo’ que abraça a todos.”

Alternadamente, em um artigo do New York Times Magazine, Lee Daniels — o produtor do filme A Última Ceia (Monster’s Ball) e o diretor de Preciosa – Uma História de Esperança (Precious) — é citado como tendo dito que, “Eu preferia ser bissexual, mas acho que nenhuma mulher vai aceitar que eu fique com um homem. Eu tive que escolher. E eu escolhi. Mas há uma conexão profunda entre eu e as mulheres.”

Os obituários de 1995 de E. Lynn Harris — o homem que escreveu romances polêmicos mas ainda assim populares sobre negros bissexuais casados na “encolha” — demonstrou a moda generalizada da época de apagamento bissexual; quase todos eles se referiam a Harris exclusivamente como gay, apesar de um artigo da People Magazine dizer que ele percebeu que ele bissexual na faculdade.

No entanto, há muitos afro-americanos notáveis que claramente abraçaram o rótulo de bissexual. Aqui estão 15 deles.

(via Facebook)
(via Facebook)

Sapphire

Sapphire é mais conhecida como a autora de Preciosa (Push), o romance de 1996 sobre uma adolescente afro-americana grávida vítima de incesto e abuso que também é obesa, soropositiva e analfabeta.

O romance, que encabeçou a lista de mais vendidos do N.Y. Times, inspirou o filme de 2009 aclamado pela crítica Preciosa – Uma História de Esperança (Precious) com a Oprah como produtora executiva. 

Além de ter entrado no top 25 de livros de 1996 do Village Voice e entre os dez melhores livros daquele ano de acordo com o TimeOut New York, Preciosa também ganhou o prêmio Book-of-the-Month Club Stephen Crane Award pelo Primeiro Livro de Ficção, o Black Caucus of the American Library Association’s First Novelist Award e o Mind Book of the Year Award.

Preciosa ganhou o Oscar de Melhor Roteiro e Melhor Atriz Coadjuvante.

O Garoto (The Kid), uma continuação de Preciosa foi publicado em 2011.

No início de sua carreira, Sapphire — que de acordo com um artigo do London Evening Standard, “se descreve como bissexual” —  publicou American Dreams, uma compilação de prosa e poesia que explora identidade sexual, brutalidade policial e crescer com uma mãe alcoólatra e pai abusivo

Em 1990, Sapphire recebeu o prêmio de Conquista Incrível no Teaching Award pelo seu trabalho com estudantes de alfabetização no Harlem e no Bronx.

via LinkedIn
(via LinkedIn)

Dr. Herukhuti

Dr. Herukhuti (também conhecido como H. Sharif Williams) é o coeditor do livro recém-lançado, Recognize: The Voices of Bisexual Men. Ele também é o coeditor do Sexuality, Religion and the Sacred: Bisexual, Pansexual and Polysexual Perspectives, uma coleção de estudos acadêmicos explorando as maneiras que as pessoas bissexuais, polissexuais e panssexuais abraçam a prática religiosa e espiritual.

A Associação de Sexologistas e Clínicos Negros nomeou o Dr. Herukhuti como um de seus Líderes Pensadores de 2015. Ele também é um membro do conselho editorial do Journal of Bisexuality.

Ele também estava entre os convidados para o Dia da Visibilidade/Orgulho Bi em 23 de setembro de 2013 sediado na Casa Branca sobre as questões de política pública envolvendo bissexualidade.

Um fundador do Center for Culture, Sexuality and Spirituality — “…liberando as maneiras que as pessoas amam, experimentam com o Erótico e se conectam com o Sagrado” — e Black Funk – “um centro cultural sexual focado na abordagem de Indígenas/Pan Africanos Diaspóricos/Nativos/Sulistas Globais à sexualidade” — Dr. Herukhuti é descrito no website da Goddard College, onde ele é parte do corpo docente, como:

“…um sociologista clínico, especialista de estudos culturais, sexologista, profissional cultural e xamã africano neotradicional cujo trabalho é focado nas culturas sexuais, Tradições de Sabedoria Indígenas e descolonização. Enraizado na comunidade, ele trabalha na e com comunidades Africanas/Diaspóricas, oprimidas sexualmente e outras comunidades marginalizadas como um estudioso-praticante dedicado à e impulsionado pelos objetivos de libertação e justiça social.”

Entre outras conquistas notáveis, Dr. Herukhuti é uma ex investigador júnior no Centro de HIV para o Estudos Clínicos e Comportamentais da Columbia University e do Instituto Psiquiátrico do Estado de Nova Iorque, e cofundador e antigo copresidente do conselho da Global Youth Connect, uma organização internacional de direito humanos.

Rebecca Walker

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(via RebeccaWalker.com)

Rebecca Walker, nomeada pela Time Magazine como uma das lideres mais influentes da sua geração, é a autora de diversos livros que examinam a vida sem os rótulos que a sociedade tenta nos dar, falando o que ela pensa, sem aparente medo de consequências.

Quando um entrevistador em um artigo do Salon disse para Walker, “Navegação de identidade parece ser o tema do seu trabalho,” Walker respondeu, “Verdade. Eu sempre quero dar mais espaço para pessoas que sofrem porque a gente não se encaixa em um paradigma de merda que a gente não criou,” e então riu.

O primeiro livro da Walker, de quando tinha 25 anos, foi a antologia polêmica To Be Real: Telling the Truth and Changing the Face of Feminism.

Black, White and Jewish: Autobiography of a Shifting Self é a sua memória sobre crescer com pais divorciados — o pai dela é um advogado de direitos civis judeu e a sua mãe é a romancista afro-americana, Alice Walker.

O livro de Walker, One Big Happy Family, consiste de 18 escritores abordando assuntos como adoção aberta, casamento misto, poliamor, homens donos de casa, mães solteiras e  “outras realidades do verdadeiro amor moderno.”

Walker editou What Makes a Man: 22 Writers Imagine the Future, uma coleção de redações sobre o significado da masculinidade no século 21.

Walker também é a cofundadora da The Third Wave Foundation: “uma fundação ativista feminista que trabalha nacionalmente para apoiar a visão e as vozes de jovens mulheres e da juventude transgênera e não-conformista quanto a gêneros.”

Faith Cheltenham, bisexual, black, african american
(via Twitter)

Faith Cheltenham

Faith Cheltenham é a atual presidente da organização nacional sem fins lucrativos de apoio à bissexualidade, BiNet USA. Ela também foi nomeada para um cargo na Força Tarefa LGBT da University of California e uma escritora colaboradora do Huffington Post.

Cheltenham foi nomeada uma dos “40 com menos de 40” da revista Advocate, em 2012.

Em 2013, ela e outros líderes da comunidade bissexual participaram no dia 23 de setembro da Mesa Redonda histórica do Dia do Orgulho/Visibilidade Bi na Casa Branca sobre as Questões de Política Pública Envolvendo a Bissexualidade.

Em 2014, ela foi convidada junto com outras pessoas influentes da comunidade LGBT para a assinatura do Presidente Obama da ordem proibindo contratantes do governo federal de discriminação contra trabalhadores LGBT.

Travon Free, black, bisexual, african american
(via Twitter)

Travon Free 

Travon Free jogou na 1ª Divisão do basquete universitário no Long Beach State 49ers. Em 2012, a carreira de sucesso de Free como um comediante de stand-up o levou a se tornar um escritor em tempo integral para o The Daily Show.

Free também era convidado recorrente no Tosh.0 no Comedy Central e no Chelsea Lately no E!.

No seu blog de comédia sociopolítica FREEdom of Speech, Free se assumiu especificamente como bissexual em um post sincero e íntimo de 2011, no qual ele explica, “Eu sinto que o mundo precisa de mais autenticidade. Eu preciso disso de mim mesmo. Então isso sou eu praticando o que eu prego. Espero que as poucas páginas desse post inspire alguém a viver uma vida mais autêntica também, ou que pelo menos não queira se matar por ser diferente.”

Em um post posterior no blog no mesmo ano, Free se refere a ficar no armário como “o caixão de vidro”:

“…porque um caixão é onde a gente passa a nossa morte e não a nossa vida e ficar no armário é como ficar visível para o mundo mas morto para si mesmo enquanto ao mesmo tempo não se tem liberdade para agir ou ser você mesmo de verdade. Porque você se apertou nessa caixa de heteroconformidade em uma tentativa de ganhar aceitação social de pessoas que muito provavelmente não vão importar em cinco anos. Todo mundo pode te ver e quem você está tentando ser mas somente quando você se livra do caixão de vidro e escolhe viver e ser completamente a pessoa que você nasceu para ser, a vida verdadeiramente se torna significativa e você aprende o verdadeiro sentido de amor e liberdade.”

Adrienne Williams McCue, black, bisexual, african american, black woman
(via Blog Talk Radio)

Adrienne (Williams) McCue

Em 2008, Adrienne McCue fundou a Bi Social Network, uma rede de mídia online que dá ênfase à bissexualidade nas notícias de entretenimento, questões sociais e política. McCue sentiu que tal rede era necessária por causa da escassez de informação sobre bissexualidade na imprensa LGBT tradicional. O seu objetivo é combater a bifobia e o apagamento bissexual.

McCue é apresentadora do talk show da rádio do blog BiTalk Radio, um programa semanal sobre assuntos bissexuais.

Em 2010, ela criou a campanha de vídeos  “I am Visible [Eu sou Visível]” para ajudar a resolver o problema da invisibilidade bissexual. Em 2011, a Casa Branca a honrou com um convite – acompanhada de seus colegas ativistas bi, Lani Ka’ahumanu e Sheela Lambert — para a recepção do Orgulho LGBT de 29 de junho. McCue disse que ela reagiu ao convite com choque e lágrimas explicando que a sua inclusão a deu “validação que o que eu tenho feito tem importância.”

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(via Facebook)

Orlando Jordan

Orlando Jordan é um americano, lutador profissional, que foi o campeão dos EUA de 2005 do World Wrestling Entertainment.

Ele também apareceu como um personagem jogável no jogo de videogame WWE SmackDown! vs. Raw 2006.

Jordan — que era assumidamente bissexual — usou a bissexualidade como um artifício para a sua persona de lutador durante a sua passagem pelo Total Nonstop Action Wrestling.

Um vídeo do YouTube da entrada chamativa do Jordan para uma luta acaba com um símbolo enorme da bissexualidade no fundo enquanto Jordan se senta entre um cara atraente e uma mulher atraente. Ele era frequentemente levado ao ringue acompanhado de um homem e uma mulher — um em cada braço.

Jordan, que também foi um lutador universitário All-American, é citado como tendo dito em um artigo da Outsports que, “Eu estou orgulhoso de muitas coisas na minha vida, incluindo a minha sexualidade.” Ele elaborou ainda mais, “Eu sempre senti que eu sou o que eu sou, e sempre defendi isso. Eu não me preocupo nunca com o que os outros pensam de mim.”

O artigo da Outsports também cita o que Jordan falou sobre a sua persona de lutador, “Eu realmente espero que esse personagem ajude adolescentes com problemas, seja por causa de sua raça ou sua sexualidade. Se esse personagem fizer a vida um pouquinho só mais fácil para mais alguém, então eu vou ficar muito feliz.”

Em referência a sua decisão em dar o passo radical de ostentar sem vergonha a sua bissexualidade no mundo da luta livre, ele é citado como tendo dito que “Se todo mundo fosse um pioneiro, as coisas seriam bem mais fáceis. Mas não é o caso. E tem um preço que vem com o fato de ser um pioneiro, mas eu não esperaria nada menos que isso porque eu sou assim.”

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(via Amy Andre)

Amy Andre

Amy Andre é coautora do livro Bisexual Health, publicado pela National LGBTQ Task Force. Seus textos sobre assuntos bissexuais foram publicados no Huffington Post, Bilerico Project, ColorLinese e Curve. O trabalho dela também recebeu destaque na Cosmo, PBS e CNN. Ela já deu palestras educacionais para mais de 100 escolas e eventos por todos os Estados Unidos.

No Dia da Visibilidade Bi de 2013, Andre esteve entres os 33 ativistas bissexuais que se encontraram com autoridades federais na Casa Branca para uma mesa redonda sobre bissexualidade a portas fechadas.

Andre filmou o documentário On My Skin/En Mi Piel, sobre um homem transgênero de raça misturada e sua família. O documentário foi lançado em 2006 e foi exibido em festivais de cinema ao redor do mundo.

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(via Facebook)

Charles Blow

Charles Blow é o colunista de opinião visual do The New York Times, um comentarista da CNN, e o antigo diretor de arte da National Geographic Magazine.

Durante a sua estada como diretor gráfico do The New York Times, Blow levou o jornal a ganhar o prêmio de Best of Show (Melhor Exposição) da Society of News Design pela cobertura infográfica do 11 de setembro, que foi a primeira vez que o prêmio foi entregue pelo gráfico da cobertura. Ele também levou o The Times aos dois primeiros prêmios de Best in Show do Malofiej International Infographics Summit.

Em sua memória recém-lançada, Fire Put Up in My Bones, Blow escreve em detalhes sobre a sua identidade bissexual.

Um artigo do Huffington Post cita Blow explicando porque ele escolheu incluir a sua bissexualidade no livro:

“Uma coisa que eu queria fazer era apenas estar visível… Eu queria dizer aquilo, isso é tão permanente para mim quanto possível. Eu não tenho 14, não tenho 24 anos. Eu tenho 44 anos. Foi assim que eu me senti por toda a minha vida. Não me parece ser de maneira alguma transitório. Não parece que vai mudar. E eu também queria dizer que existem pessoas que podem não se encaixar no que estabelecemos que é bissexualidade.”

Em aceitar a sua identidade bissexual, o artigo do Huffington Post cita ele dizendo:

“Eu queria algo que não existia. Eu queria algo que era tão singular, um rótulo que era tão singular para mim. Eu era tão especial —Eu era tão diferente de todo mundo que eu conhecia. E por isso eu queria um rótulo diferente. E eu tive que dizer, ‘Charles deixa disso. Do que você tá falando?’ Todos os rótulos de identidade são termos guarda-chuva de alguma maneira, mas esse termo bissexual não é só aproveitável como é suficiente. E sim, une um monte de pessoas que talvez sejam de diferentes um do outro. E talvez essa seja a beleza nos rótulos: que eles te forçam a ficar com outras pessoas e ver a diferença.”

Azealia Banks

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(via Facebook

Azealia Banks abandonou a prestigiada LaGuardia High School of Performing Arts onde ela estava estudando teatro musical e com 17 anos, ela conseguiu um contrato com uma gravadora. A sua popularidade como rapper, cantora e compositora disparou com o single de sucesso “212,” que o The Guardian colocou em 2º lugar na lista deles de “Melhores Músicas de 2011”.

Em 2011, Banks encabeçou a “Lista de Descolados” da NME e em 2012 ela ficou em terceiro na lista da BBC “Sound of Artists

Banks casualmente mencionou que ela é bissexual quando respondeu uma pergunta sobre os seus fãs gays em uma entrevista da Rolling Stone do início de 2012.

ABilly Jones-Hennin

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(foto © por Patsy Lynch. todos os direitos reservados, reproduzido com a permissão da fotógrafa)

Ativista bissexual, ABilly Jones-Hennin — que também foi muito ativo nos movimentos antiguerra e de Direitos Civis — é citado em um artigo do The Best of Washington dizendo:

“Minha consciência e sensibilização me levou a ser ativo em diversos grupos, em todo momento lutando com a minha identidade como um homem bissexual. As pessoas afro-americanas não têm o luxo de simplesmente abordar questões gays — existe racismo, sexismo, discriminação etária. Nós temos que balançar muitas, muitas bandeiras. Se você tivesse que escolher entre ser um ativista negro ou um ativista gay, qual você seria? No passado, isso reprimiu o o componente gay da sociedade negra.”

Esse conflito é em grande parte o que levou Jones-Hennin em 1978 a organizar a DC-Baltimore Coalition of Black Gays (Coalizão de Negros Gays de DC-Baltimore), atualmente conhecida como DC Coalition. Em 2007, o Rainbow History Project homenageou Jones-Hennin por ser um pioneiro na comunidade. De acordo com a exposição sobre ele, a DC Coalition disse:

“… [ele] rapidamente estabeleceu uma presença pública. Conforme notícias do grupo se espalhou, filiais se formaram em outras cidades, levando à criação da National Coalition of Black Gays (NCBG) – mais tarde renomeada como National Coalition of Black Lesbians and Gays (NCBLG).”

1979 foi um ano agitado para Jones-Hennin. Nesse ano ele foi o coordenador de logística da primeira Marcha Nacional em Washington para os Direitos de Lésbicas e Gays, o co-organizador da Terceira Conferência Mundial (a primeira reunião nacional de pessoas negras LGBT), e co-organizador da primeira Conferência Sobre Aids Na Comunidade Negra, conferência nacional com fundos federais.

Ele permaneceu ativo em diversas frentes até hoje, incluindo atuando ou presidindo conselhos de várias organizações sem fins lucrativos. Como Jones-Hennin disse em uma entrevista para a Metro Weekly, “Eu sou um ativista até que a morte me pare.”

Evidência do seu ativismo impetuoso contínuo pode ser encontrada em seu discurso como o Orador Principal da Because Conference de 2014 (a conferência anual do Bisexual Organizing Project):

“Eu estou diante de vocês reconhecendo que eu estive em relacionamentos consensuais poliamorosos, em um casamento com uma mulher heterossexual e pelos últimos 36 anos, em um Relacionamento de compromisso, amoroso e aberto entre Pessoas Que Amam o Mesmo Gênero (SGL) com um homem bissexual com quem eu vou casar em algumas semanas.

“E se esse relacionamentos amorosos são errados, então eu não quero estar certo ou fazer o certo!”

Foto © por Patsy Lynch. Todos os direitos reservados, reproduzido com a permissão da fotógrafa. PatsyLynchPhotography.com

Frenchie Davis

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(via Facebook)

Frenchie Davis foi uma participante da segunda temporada do American Idol e uma semifinalista da primeira temporada do The Voice.

Ela se apresentou na Broadway em Rent por vários anos. Os seus outros papéis teatrais incluem, interpretar Effie em uma produção de turnê na Costa Oeste de Dreamgirls, e a Fada Madrinha em Cinderella de Rodgers & Hammerstein no Berkeley Playhouse. Ela estrelou também a turnê nacional de 30º aniversário do musical de teatro de revista Ain’t Misbehavin’.

Em 2012, Davis lançou um single solo, “Love’s Got A Hold On Me,” que alcançou o 12º lugar da Billboard Dance Chart. Davis fez sua estreia no cinema na comédia de 2014 Halteres (Dumbbells).

Se assumindo em 2012, falando para os seus fãs que ela estava em um relacionamento com uma mulher por um ano, Davis é citada pelo artigo do St. Louis Dispatch dizendo, “Eu namorei homens e mulheres, apesar de que as lésbicas não gostavam muito dessa coisa de bissexualidade. Agora eu estou apaixonada por uma mulher que eu acho que posso ficar para sempre.”

Em 2013, ela estrelou como uma artista de destaque a 25º Conferência Nacional sobre Igualdade LGBT: Criando Mudanças da Força Tarefa Nacional LGBTQ. Durante o evento, ela disse, “É tão maravilhoso ver todos os jovens aqui. Vocês todos são a razão de eu ter escolhido me assumir. Porque é importante que você veja pessoas públicas que não têm vergonha de quem eles são. Não há problema em ser verdadeiro a você.”

Em 2014, Davis e sua companheira de vida — a pianista e comediante Kathryn Lounsberry — começaram uma turnê The French and Kat Show, anunciado como uma comédia musical de cabaré.

Meshell Ndegeocello

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Um artigo do After Ellen sobre a baixista, cantora e compositora Meshell Ndegeocello descrevia as suas músicas “provocativas” como sendo sobre “raça, política, misoginia, feminismo, e sim, roubar o homem de outra mulher.”

Ndegeocello recebeu diversas indicações ao Grammy, e a sua música já fez parte de trilhas sonoras de grandes produções cinematográficas, como A Nova Paixão de Stella (How Stella Got Her Groove Back), Assunto de Meninas (Lost & Delirious), Além dos Limites (Love & Basketball), Duro Aprendizado (Higher Learning), Batman & Robin e Uma Loucura Chamada Amor (Love Jones).

Uma biografia do AllMusic da Ndegeocello diz que o estilo musical dela, “desafiou a classificação através de misturas progressistas de jazz, R&B, hip-hop, e rock.”

Ela já colaborou com John Mellencamp, Herbie Hancock e Madonna, e apareceu em músicas do Basement Jaxx, Alanis Morisette, ZapMama, the Indigo Girls e The Rolling Stones. Ndegeocello foi uma das primeiras artistas assinadas com o selo da Madonna Maverick, afiliado da Warner.

“Eu sou a deslocada suprema,” diz Ndegeocello em um artigo de 1993 do Los Angeles Times, “Eu sou negra. Eu sou uma mulher. Eu sou uma bissexual.” Ao que ela adiciona, “Eu gosto de ser uma deslocada. É mais divertido. Te mantém se esforçando. Se encaixar é muito fácil. Eu prefiro não ser como todo mundo.”

Em um artigo de 1996 do Los Angeles Times ela diz, “As vezes, eu me sinto sob ataque de todas as direções. As pessoas me veem como uma herege. A homofobia está descontrolada na comunidade negra, então eu sou uma traidora da minha raça e as pessoas gays não gostam de mim porque eu não sou gay o suficiente.”

Tre Melvin

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(via Facebook)

O YouTuber sensação, Tre Melvin se assumiu como bissexual em um vídeo agressivo e sem remorsos na véspera de 2014. O vídeo atualmente está se aproximando de 3 milhões de visualizações.

A série de esquetes de comédia do YouTube do Melvin This is Commentary estreou em 2011 e atualmente tem aproximadamente 2.8 milhões de inscritos e quase 260 milhões de visualizações.

Apesar da maioria dos seus vídeos consistirem de esquetes cômicas, o vídeo dele saindo do armário é recheado de declarações ousadas faladas com sinceridade profunda. Ele afirma inequivocamente, “Minha resolução de Ano Novo é ser totalmente, completamente, de coração eu mesmo desse dia em diante e parece que não posso alcançar essa resolução sem me desmascarar. Eu sou bissexual.”

Explicando melhor ele diz, “Eu tentei me mudar para alcançar os padrões e expectativas da sociedade e eu estou cansado – Estou cansado de me importar com o que as pessoas pensam e estou cansado de viver por trás de máscaras, então eu estou queimando elas.”

Dando aos espectadores uma amostra do que ele passou para se assumir para ele mesmo, Melvin diz que ele tinha “Acordado, por muitas manhãs, se odiando, nem querendo estar vivo por causa do que a sociedade diz que é certo e errado. Ninguém deveria ter que se sentir desse jeito. Deus sabe quantas vezes eu rezei para ele me mudar, quantas vezes eu tentei fugir de mim, mas de alguma forma eu continuo me encontrando. Eu não posso continuar fugindo mais.”

June Jordan

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(via Facebook)

A falecida June Jordan (1936-2002) foi uma autora, ativista e uma educadora. Seu primeiro romance, His Own Where, foi indicado para o National Book Award.

Além das suas dúzias de livros de poesia, livros infantis e uma ópera, Jones também escreveu colunas políticas para o Progressive.

Em 2014 foi publicado o Life as Activism, uma coleção completa de suas colunas para o Progressive com um prefácio por Angela Davis.

Como ativista, Jones acreditava firmemente na importância de reconhecer as conexões entre todas as lutas por libertação, afirmando:

“Enquanto houver americanos gays e lésbicas que veem a sexualidade como a primeira e última faceta que define as suas existências, e que, portanto, não defendem os imigrantes contra a selvageria do ódio xenófobo… então enquanto isso eu não estou contigo e você não está comigo.”

Sobre a sua natureza bissexual, Jones disse:

“Bissexualidade significa que eu sou livre e que é tão provável que eu queira amar uma mulher quanto é provável que eu queira amar um homem, e qual o problema?… Se você é livre, você não é previsível e você não é controlável. Na minha mente, esse é o significado profundamente positivo, politizado da afirmação bissexual… insistir na mesma validade de todos os componentes da complexidade social/sexual.”

De acordo com um artigo do Bilerico, “O autor e ganhador do Nobel Toni Morrison disse à Associated Press que a vida de escritora de Jordan seria melhor retratada como ‘Quarenta anos de ativismo incansável acompanhado de e alimentado pela arte impecável.’”

Diversos textos da Jordan foram traduzidos para outros idiomas incluindo poesias traduzidas para o bengalês.

(Artigo originalmente publicado em 27 de fevereiro de 2015)