Bruta Flor

Bruta Flor: Um espetáculo brutalmente excitante

O espetáculo Bruta Flor estreou em novembro de 2016 e depois de passar por dois teatros, reestreia nos palcos do Teatro Augusta. Curiosamente, nenhum dos atores é gay interpretar os papeis (com cenas fortíssimas de sexo e nudez) não foi nenhum desafio para eles, mas um presente.

Os atores Pedro lemos, Fábio Rhoden e Wlkiria Ribeiro estrelam a peça escrita por Vitor Oliveira e Carlos Fernando de Barros, dirigida por Marcio Rosário, para falar de sexualidade reprimida. O papo é direto com o público que não aceita (ou não se aceita) e acaba vivendo a vida toda dentro de uma bolha de sofrimento até que ela estoura, com graves consequências.

“Eu já faço parte do universo LGBT desde sempre, no carnaval e, para mim, essa peça é para os héteros veem, entenderem que é importante aceitar as pessoas antes que elas construam um uma vida de sofrimento e dor”, diz Walkiria, que interpreta a esposa do personagem principal, que não se aceita gay.

A história conta a trajetória de dois homens, amigos de uma vida inteira, separados pelo acaso, que se reencontram e se reapaixonam, mas um deles está casado e vai ter um filho. “Interpretar personagens que não tem nada a ver comigo é fantástico, porque me dá a chance de imergir na vida das pessoas e entender melhor sobre como eu posso ajuda-las”, diz Pedro Lemos.

Bruta Flor

Entre cenas de sexo quase brutal que deixam bem claras a forma como o homem que não se aceita encara a relação com outro homem, surge a mulher enganada, frustrada e desconfiada que acaba se tornando o ponto chave da trama através da pressão e feita sobre o marido que a engana.

Bruta Flor

Os atores brincam sobre os “pegas” que tiveram que dar na preparação das cenas de sexo, mas que logo depois tudo se tornou muito natural, “as pessoas responderam de forma extremamente emocional ao texto e ao contexto e nos procuram para agradecer, falar sobre sua vida, preconceito que sofreram e de como se identificam com o texto”, conta Fábio.

Bruta Flor

Márcio Rosário conta que estava cansado de roteiros com temática LGBT superficial e isso foi o que o levou a querer dirigir esse espetáculo, “Precisamos de mais textos LBGT que dialoguem com os héteros, não falar só com a comunidade LGBT, porque é preciso apresentar o que é normal a todos”.

A Hornet é apoiadora do espetáculo e convida todos os seus usuários a assistirem à peça que está em cartaz toda quarte e quinta, às 21h, no Teatro Augusta. Vale conferir.