Egito gay prisão

14 homens são condenados a 3 anos de prisão por homossexualidade no Egito

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A AFP, citada pelo Le Monde, informa que “ontem, um tribunal no Cairo, no Egito, condenou 14 homens supostamente homossexuais a três anos de prisão”. A homossexualidade não é criminalizada como tal no Egito, de modo que os homens foram perseguidos por incitamento à depravação.

“O tribunal autorizou sua libertação a partir do pagamento de um caução de 5.000 libras egípcias (cerca de 230 euros) na pendência do julgamento em recurso”, disse o advogado de defesa, Ishaq Wadie. Três outros homens não podem ser julgados devido a problemas processuais. Seu julgamento foi adiado.

As autoridades egípcias lançaram uma batida sobre homens gays durante um show do grupo libanês Mashrou ‘Leila — cujo cantor, Hamed Sinno — é abertamente gay. Desde então, dezenas tem sido presas.

Vários parlamentares apresentaram uma proposta de lei que criminaliza a homossexualidade. Homens e mulheres que fazem sexo com uma pessoa do mesmo sexo podem pegar de três a cinco anos de prisão se voltarem a repetir o ato.

Emmanuel Macron não hesitou em abordar publicamente a repressão visando gays na Chechênia em uma coletiva de imprensa com o presidente russo, Vladimir Putin. Mas o presidente egípcio estava na França para negociar acordos de armas com a França. Por isso, considerou-se importante não ofendê-lo.

Perguntado em uma conferência de imprensa conjunta com o presidente egípcio, Emmanuel Macron respondeu: “Da mesma forma que aceito que nenhum outro líder me dê lições sobre como governar meu país, eu não dou aos outros. A luta contra o terrorismo é mais forte quando defendemos os direitos humanos e as liberdades individuais”, mas afirma entender o “contexto” no qual o país está localizado.

Imagem em destaque via Hassan Ammar/Associated Press