Espiões Drag e Robôs Gays: 5 Filmes Gays de Ficção Científica Que Você Pode Ter Perdido

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O gênero de ficção científica é uma besta curiosa às vezes. Você pensaria que a maioria dos filmes de ficção científica mostrariam mundos futuros fervilhando com diversidade, mas populações gays na ficção científica são raramente mais pronunciadas do que são nos dias atuais na Terra. Na verdade, às vezes a ficção científica pode ser até mais repressiva (veja o infográfico sobre a falta de diversidade em filmes de ficção científica abaixo). A série Star Wars ainda tem que introduzir um personagem canonicamente gay (desde que a Disney decidiu que apenas os filmes e séries animadas são considerados verdadeiros cânones), e o tratamento de personagens gays do Star Trek pode ser generosamente descrito como “confuso”. Então o que um fã gay de ficção científica deve fazer? Claro, tem O Quinto Elemento com suas cores e roupas de Jean-Paul Gautier, mas e se você não estiver afim de um “Leeloo Dallas Multi-pass”? Bem, não tenha medo: aqui estão alguns filmes gays de ficção científica dos quais você nunca ouviu, com algumas sutilezas gays que você provavelmente perdeu da primeira vez.

Sem Gravidade… Sem Cérebro (2014)

É o futuro! Como imaginado no passado! O diretor abertamente gay Jack Plotnick — que também co-escreveu o roteiro — encena “Sem Gravidade… Sem Cérebro” como se fosse uma parábola de ficção científica séria e mortal criada em 1974: os costumes, os cabelos, o conselheiro robótico da equipe cujo único método de tratamento é receitar sedativos são todos exatamente, intencionalmente datados. A tensão entre os membros da estação espacial vai ao limite quando Jessica (Liv Tyler), a nova navegante da nave, vem a substituir Daniel (Matthew Morrison) que os deixou por razões sobras as quais o capitão Glenn (Patrick Wilson) não quer conversar. O fato de que Glenn vive bem no fundo de um armário bem transparente deve te dar uma dica. Se isso não for suficiente, há um pouco de colírio na forma de um boneco Ken gay, Matt Bomer, como o mecânico (hetero) da nave.

Vegas In Space (1991)

Imagine o Barbarella misturado com o notório veículo de Zsa Zsa Gabor de Rebelião dos Planetas de 1958, então jogue um elenco inteiro de drag queens, e você tem Vegas In Space do Troma Studios. O filme retrata um time masculino de exploradores espaciais que vão encobertos a um planeta de mulheres para desvendar o mistério de quem roubou as joias do Empress Nueva Gabor. Acontece que esses acessórios são tão fabulosos que seu roubo está causando instabilidade global. Um filme de quase uma década, ele estrela uma das últimas performances da lenda drag australiana, Doris Fish, e a cena de entrada da Miss X como a imperiosa Rainha Venner é mais do que o suficiente para merecer um lugar nessa lista (pule para os 6:56 no vídeo acima para ver o que queremos dizer).

Bloody Mallory (2002)

Enquanto Bloody Mallory é mais uma mistura de ficção científica/terror/ação (com vários equipamentos de alta tecnologia), é o filme mais legal do qual você nunca ouviu, provavelmente porque ele só foi lançado na França, antes de um quieto lançamento Americano diretamente para vídeo. Mallory é uma comandante que veste vinil e tem cabelo vermelho-cereja que lidera uma força de defesa paranormal do governo. Entre seu time eclético está a especialista Vena Cava, uma drag queen mestiça com cabelo azul-elétrico, saltos de plataforma com metralhadoras na roupa e um lançador de mísseis em miniatura disfarçado como um tubo de batom. Mallory e seu time relutantemente concordam em resgatar o Papa Hieronymus I dos demônios —o filme o apresenta dando um sermão contra o casamento gay e aborto para uma multidão de olhos arregalados que gritava, “para a fogueira!”. É carinhosamente de baixo custo, descaradamente simples e tem um mensagem surpreendentemente pro-gay do início ao fim. E também é tão francês que chega a doer.

Mulheres Perfeitas (2004)

A versão original de 1975 baseada no romance de Ira Levin foi uma metáfora clara quanto ao modo com que os homens se sentiam ameaçados pelo crescimento do movimento feminista. Maridos controladores transformam suas esposas rebeldes em donas de casa úteis e robóticas. Re-imaginado pelo escritor abertamente gay Paul Rudnick (que também nos deu Jeffrey, A Família Addams 2, e Será Que Ele É?), o perigo invasor não é feminismo, mas a não-conformidade a gênero e estereótipos sexuais. As mulheres do filme tinham carreiras poderosas — Presidentes, juízas, etc. — que ofuscavam seus maridos. Como punição, elas são reduzidas ao estereótipo feminino perfeito de 1950 num subúrbio que parece mais um mundo alienígena. O filme de 2004 também nos dá um casal gay. Enquanto o filme é geralmente uma boa comédia negra, e a Glenn Close é maravilhosa como a líder das donas de casa, tudo é desfeito pelo final de pretexto, mandado pela audiência. Felizmente, isso pode ser remediado assistindo-se o filme original em DVD.

Masters of the Universe (1987)

Eu sei o que você está pensando. Sim, nós entendemos. O He-Man é gay pra caramba. Mas é mais do que simplesmente ver um Dolph Lundgren bronzeado, coberto de óleo, no pico de seu potencial físico correndo por aí com uma cueca felpuda e uma armadura no peitoral por 90 minutos (embora isso seja suficiente por si só). O que torna Masters of the Universe um dos filmes de ficção científica mais gays por aí é o contexto homoerótico inegável entre He-Man e seu arqui-inimigo Esqueleto, desempenhado com total prazer Shakespeareano por Frank Langella. Vocês podem debater entre si se o diretor gay Gary Goddard colocou isso lá intencionalmente ou não. Não é só o Esqueleto rebatendo os avanços da Maligna porque ele prefere ter o He-Man. Não é só o desejo constante de Esqueleto que He-Man se ajoelhe diante dele. Não é só a reação exagerada do Esqueleto ao ver um He-Man quase nu sendo chicoteado por um musculo careca usando um tapa-olho (vídeo acima). Tudo bem, talvez SEJA tudo isso. Mas, se for qualquer outra coisa, a mudança da roupa do Esqueleto no terceiro ato é brilhante o suficiente e fabulosa o suficiente para fornecer energia para uma Parada do Orgulho inteira de Nova Orleans por pelo menos 36 horas. Agora, sua missão é explorar novos filmes e novos mundos gays, e lembre-se: não pare de dançar. É assim que você salva o universo. Ah, e aqui está o infográfico que prometemos… Veja também nosso artigo sobre 10 heróis negros da ficção científica. queer, gay blog, lgbt, science fiction, film, diversity gay, infographic, people of color, women

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