Morre Hugh Hefner, fundador da Playboy e Apoiador dos Direitos Gays

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Seu pai amava ficar vendo as fotos e sua mãe amava os artigos, no entanto, o fundador da revista Playboy, Hugh Hefner, faleceu aos 91 anos de causas naturais. Hefner causou impacto na mídia e em Hollywood, vivendo uma vida agitada, incluindo 64 anos com sua famosa revista (que ainda é impressa), além de produzir filmes, apresentar programas de TV e, mais notoriamente, ser o rosto de um movimento ousado de liberação sexual. E como condiz com a visão progressista de Hefner, ele era há muito tempo apoiador dos direitos gays e da luta pelo casamento homoafetivo.

Em 2012, aos 86 anos, Hefner se meteu no meio da discussão da época — a luta pelo casamento gay — ao escrever um artigo de opinião na edição de setembro da Playboy.

“A luta pelo casamento gay é, na verdade, uma luta por todos nossos direitos,” afirmou. “Sem ele, vamos ignorar a revolução sexual e retroceder para uma época puritana.”

Hefner não poupou ninguém em seu artigo, e citou os conservadores (“que praticam discriminação disfarçada de liberdade religiosa”), assim como os Democratas — pelo menos aqueles que ele achava que eram socialmente conservadores demais. hugh hefner gay “Hoje, em todos os casos de direitos sexuais sob ataque, você encontra legislação imposta por pessoas que praticam discriminação disfarçada de liberdade religiosa,” Hefner escreveu. “O objetivo deles é desumanizar a sexualidade de todos e nos subjugar a usar o sexo pelo único propósito de perpetuar nossa espécie. Para isso, eles vão criminalizar toda sua vida sexual.”

Hefner faleceu em sua casa, a infame mansão da Playboy — um mansão de mais de 2.000 m² em Los Angeles. A mansão foi vendida mês passado por U$100 milhões, sob a condição de que Hefner pudesse viver o resto de sua vida nela.

Hefner deixa quatro filhos, incluindo seu filho Cooper, que atualmente é o diretor criativo da Playboy Enterprises.

 

Traduzido por Rafael Lessa.