Atleta argentino é agredido por “comportamento gay” e pode ficar cego

O atleta Jonathan Castellari, de 25 anos, foi agredido no último sábado por sete pessoas simplesmente porque saiu de um restaurante dançando, segundo ele mesmo em seu twitter, o motivo seria a exibição de um “comportamento gay”.

O atleta e um amigo foram cercados e xingados ao chegarem no estacionamento para pegar o carro, no momento, Jonathan e o amigo foram abordados por sete pessoas, recebendo golpes a cabeça, sendo xingado durante as agressões, disseram em depoimento ao jornal La Nacion. O atleta foi internado com lesões no olho e pode ter de passar por uma cirurgia.

Sebastián, o amigo que o acompanhava, afirmou que tentou chamar a polícia, mas houve demora no atendimento e o caso imediatamente gerou protestos de entidades LGBT e de autoridades de Buenos Aires. Jonathan e Sebastián são atletas do Ciervos Pampas Rugby Club, equipe que nasceu há cinco anos e apoia, abertamente, as causas LGBT.

Jonathan Castellari é jogador da primeira equipe de rúgbi latino-americana e o primeiro a promover a diversidade sexual em seu país. O atleta do Ciervos Pampas Rugby Club, cujo objetivo é desenvolver a modalidade sem preconceitos e meio de promoção da igualdade publicou um comunicado da federação, que também informou que o jovem atualmente se encontra hospitalizado em consequência das lesões recebidas.

“Na Federação Argentina LGBT, já estamos os acompanhando neste momento terrível e fazendo tudo o que está ao nosso alcance para que a Justiça dê uma pronta resposta e encontre os responsáveis”, prosseguiu a entidade.  Segundo o documento, a instituição acompanhará as vítimas durante todo o processo judicial, “até que os responsáveis sejam levados ante ao júri”.

Na foto divulgada no Twitter, o jogador aparace em um leito hospitalar com feridas na região dos olhos, um dos quais está coberto de vendas, com hematomas e quase fechado: “Discriminação no trabalho, bullying na escola. Sair à rua com medo de que te ataquem, só por amar alguém do mesmo sexo”, escreveu Vivero.