Literatura LGBT brasileira

Literatura LGBT brasileira. Uma categoria em construção. E necessária.

A Casa 1 é uma república de acolhimento a LGBTs em situação de risco e também um Centro Cultural composta de salão de exposição, sala de cursos, palestras e workshops além de uma biblioteca aberta ao público que fomenta discussões como a do último dia 5, sobre literatura produzida por LGBT.

Estiveram presentes na mesa Helena Zelic, estudante de Letras, comunicadora, militante feminista e autora do livro de poemas “Constelações”, Felipe Alface, comunicador de Rádio e TV, escritor, jornalista e autor do romance “Cicatrizes e Tatuagens” e Plínio Camillo, escritor, diretor e ator, formado em linguística e autor de “Namorado do papai ronca”, “Coração Peludo” e “Outras Vozes”.

O debate levantou questões sobre o que motiva os LGBTs a escreverem seus livros, os temas escolhidos, a representatividade dentro desse conteúdo e se já existe uma categoria, de fato, de literatura para esse segmento.

“Onde eu quero chegar é onde a literatura não tenha rótulos. É preciso estar generoso com esse processo e entender as camadas que estamos vivendo abrindo espaços para conversar e propor temas, como por exemplo, o ódio, que está muito presente em diversas publicações, mas quase nunca voltado para esse grupo”, ressaltou Plínio, que ainda não vê um processo de consolidação no mercado para essa literatura.

Literatura LGBT brasileira

Percebeu-se que a expansão de editoras e selos de publicação de textos produzidos por pessoas LGBT e com esta temática tem tentado promover o aumento da circulação de iniciativas independentes, mas que ainda não há o interesse da população no consumo desse material.

“O que significa a consolidação desse mercado e dessa produção? Como se estrutura e quais as especificidades – se existem – de produções culturais marginalizadas historicamente? Existe a categoria literatura LGBT? Se ela existe, constrói algo novo ou só continua reproduzindo a heteronormatividade?” foram os questionamentos feitos por Felipe Alface durante o debate.

Literatura LGBT brasileira

A direção da Casa1 entende que é fundamental que se criem espaços para discussão crítica sobre a produção cultural contemporânea, tendo como perspectiva um conceito de cultura ampliado e com foco em diversidade e, por isso, vai promover mensalmente eventos como este com temáticas distintas.

Para participar, basta comparecer na Casa 1, Rua Condessa de São Joaquim 277, Bela Vista.