Marcha das Passivas na Bahia já começa lacrando

Uma marcha para celebrar a passividade dos gays, é isso? O evento publicado no Facebook está dando o que falar.  Por que, e por quem, a marcha anda ?

A ideia é agregar mais LGBT’s aos movimentos já tradicionais, buscando unir “diferentes” de forma crítica e lúdica, uma vez que, para os envolvidos, a própria comunidade LGBT acaba reproduzindo comportamentos preconceituosos como o machismo. O evento pretende ressignificar expressões antes vistas como pejorativas.

Veja o que Álvaro Valtércio, um dos organizadores da marcha, contou:

A marcha não pretende afirmar o dualismo ou binarismo. Todos somos livres para amar e para transar da maneira como nós desejarmos. Não temos a intenção de setorizar o movimento LGBT, as causas são as mesmas, os opressores são os mesmos, em verdade, não acreditamos nessas classificações, nesses enquadramentos. Temos uma moçada da nova geração, que não se identifica com o que aí está, nem com o próprio movimento LGBT tradicional. Estamos desconstruindo padrões de comportamento, somos livres para sermos machudas ou efeminadas. Sem traumas!

O termo “passiva” designa subalternidade, sujeição, sendo entre muitos LGBTs um insulto, um xingamento. Ser identificado como um passivo ou passiva para muitos é motivo de vergonha, além de ofensivo. É raro sofrer preconceito por ser ativo, mas muitos são rejeitados por serem efeminados e passivos.

Existe preconceito e discriminação entre os LGBTs e o movimento LGBT não tem dono. Os atos de discriminação que acontecem tanto dentro como fora “do meio” estão profundamente conectados à totalidade social.

Você concorda? Conta pra gente.

A 1ª Marcha das Passivas acontece no dia 2 de julho, iniciando às 8h no Largo da Soledade – Praça Maria Quitéria – Salvador – BA.