Modelos Tess Holliday & Madeline Stuart Estão Nos Dando Vida ao Serem REAIS

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Já se passaram mais de 12 anos desde que a modelo-que-virou-apresentadora Tyra Banks lançou a primeira versão do programa obcecado por imagens, America’s Next Top Model. O programa discutivelmente popularizou o mundo secreto, e geralmente doloroso, das modelos da alta-costura. E enquanto algumas participantes tinham uma vida particular bagunçada, elas eram todas magras, exemplares justos de um padrão de beleza surreal de uma indústria. Estilistas e executivos de moda estão bem cientes que seus modelos não são representantes das pessoas que devem de fato vestir suas roupas. Parece óbvio sem dizer, mas o trabalho de um modelo é exibir o design e apresentar o ponto de vista artístico de um estilista. Ah, e também de vender roupas. gay blog, lgbt, queer, Tess Holliday, Madeline Stuart, fat, plus size, downs syndromeA necessidade de diversidade nos pratos da moda não é nada nova. A grife United Colors of Benetton é notória por suas campanhas publicitárias que mostram todas as raças, e imagens chocantes como detentos com pena de morte, amputados, e modelos com HIV positivo. E enquanto essas imagens são representações poderosas de realidades globais, elas permanecem no campo da política minoritária. Mas considere que agora vivemos num país onde dois-terços de todos os adultos são obesos ou estão acima do peso. Os modelos magros mais procurados pela moda podem servir como uma fantasia de moda particular, mas eles não mostram precisamente como as roupas ficarão em corpos maiores. A supermodelo australiana Tess Holliday espera que a carreira crescente dela seja um sinal da mudança muito esperada. A beleza australiana tem contrato com a MiLK Model Management, e aparece na capa da revista People, e veste um tamanho 22. Sua hashtag #effyourbeautystandards é a chamada de uma revolução de uma mulher com mais de 700.000 seguidores no Instagram. Holliday disse à revista People: “A única razão pela qual eu faço isso é para mostrar às mulheres que você pode ser linda independente de seu tamanho. Você tem permissão de se vestir como você quer sem se sentir envergonhada de seu corpo”. Mas variação de peso não é a única diferença que modelos buscam nas passarelas. Entre 1979 e 2003, o número de bebês que nasceram com síndrome de Down aumentou aproximadamente 30 por cento. Isso se aproxima de um a cada 700 que atualmente não são representados na cultura consumista. Além disso, pessoas vivendo com síndrome de Down estão tendo vidas mais longas e integradas. A expectativa de vida para pessoas com síndrome de Down aumentou drasticamente em décadas recentes — de 25 anos em 1983 para 60 anos hoje. Essa melhoria cria um novo mercado que a indústria de moda está explorando apenas agora. gay blog, lgbt, queer, Tess Holliday, Madeline Stuart, fat, plus size, downs syndromeEm 2012, a capa de um catálogo de roupas de banho exibiu Velentina Guerrero — um bebê de 10 meses com síndrome de Down. Mais cedo naquele mesmo ano, o modelo de seis anos com síndrome de Down, Ryan Langston, apareceu em anúncios da Nordstrom e Target. É muito fácil transformar seu filho num acessório para a América corporativa, mas a jovem de 18 anos, Madeline Stuart, está se oferecendo como uma modelo com síndrome de Down com um propósito. Madeline tem se promovido agressivamente em mídias sociais com esperanças de atrair trabalhos em anúncios impressos e nas passarelas. Sua diferença cromossômica não a exime da obsessão de peso da indústria — ela admite ter perdido mais de 18 quilos antes de se sentir confortável para lançar sua oferta ao estrelato. Stuart tonificou seu corpo nadando cinco vezes por semana e praticando com as Olimpíadas Especiais na Austrália. Desde então, Stuart tem um contrato com a marca geek australiana Living Dead que, oposta ao estado de seus produtos loiro-cêntricos, alega um comprometimento em contratar modelos com diversos tipos de corpos. Ela também encontrou notoriedade nos principais canais de notícias, incluindo ABC e NBC, com a intenção de deixar os outros felizes. Enquanto uma efusão de apoio nas redes sociais é encorajante e pode sugerir que fashionistas fiquem atentos a modelos com diferenças, as grifes mundiais não estão fazendo caridades e a tendência pode ter um fim indecoroso, se a boa-vontade não se transformar em vendar duras e frias.

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