Caso de homofibia em bar da Praça Roosevelt acaba em sangue

Na madrugada do domingo, dia 4, a Praça Roosevelt presenciou uma grave cena de violência em um famoso bar da região, o Papo, Pinga e Petisco, conhecido como PPP, quando o jovem designer Jonas Carnelossi, que vestia uma fantasia da cantora Pabllo Vittar, bateu á porta do bar que já se encontrava fechado, para cobrar uma bebida pela qual teria pago, mas não recebeu. O jornalista Fernando Oliveira que fez a denúncia em sua rede social conta a história:

 

FUJAM DO PPP, aquele bar na Praça Roosevelt. Na hora que estava voltando pra casa, me deparei com um rapaz apanhando, a socos e pontapés, de um brutamontes que o chamava de lixo e viado. Na mesma hora fui com meus amigos e desconhecidos ao socorro do moço, que se chamava Jonas Carnelossi, o brucutu gritava com uma mulher e partia para dar porrada em outro LGBT.

A razão: o Jonas havia comprado uma bebida que não tinha sido entregue e, na hora que eles estavam fechando foi lá cobrar e bateu na porta. Nada mais, nada menos, que isso. Jonas apanhou, teve a roupa rasgada. Tem sangue na bunda. Orelha inchada dos socos que levou. Porque bateu na porta do PPP fantasiado de Pabllo Vittar, com colant e peruca.

Chamamos a guarda civil. Os donos abriram o bar para falar impropérios sobre o Jonas. E começaram a chamar a todos, inclusive um rapaz negro e gay que obviamente tinha razões para perder a cabeça, de lixo. A coisa saiu de controle e a polícia nos orientou a ir para a delegacia. E cá estou, depois de ter ouvido xingamentos do agressor, que se comportava como galo de briga, para servir de testemunha com meus amigos. Estamos munidos com fotos e vídeos dos agressores.

Eu não conhecia o Jonas. Nunca tinha visto ele na minha vida. Mas Jonas poderia ser eu. Ser meu namorado. Ser meu amigo. Ser meu parente. E eu não quero que quem passe na porta desse bar bizarro sofra o mesmo.

NADA JUSTIFICA HOMOFOBIA. NADA JUSTIFICA QUE ALGUÉM APANHE POR BATER NUMA PORTA.

Nunca na minha vida que piso no PPP. Tenho certeza que todas as pessoas que gritavam “homofóbico” quando o agressor entrou na viatura certamente nunca pisarão lá também. E ninguém deveria fazer isso.

 

O bar publicou nota de esclarecimento e alega que trabalha há 14 anos atendendo ao público LGBT e, por isso, não poderia estar de acordo com tal ato. O funcionário agressor, Jonathan, já era foragido da polícia por dever pensão alimentícia. Jonas, que foi com 4 testemunhas à 78a DP prestar queixa por agressão, foi ao Instituto Médico Legal na tarde do domingo fazer exame de corpo de delito.